Não escrevo, não tenho escrito porque não há muito acrescentar ao "que saudades...de acordar de manhã e estar tudo no sítio e o mundo fazer sentido". Há dias de sol, de calor até, há dias em que a esperança corre em todas as veias do meu corpo, em que eu volto acreditar que esta corda bamba vai parar de balançar (de uma vez, e acreditem que já não era sem tempo), em que acredito mesmo que haverão dias de sol como antes haviam para mim (antes haviam tantos, semanas e semanas de sol todos dias, ao acordar, ao almoço, ao lanche, ao jantar, à noite e de madrugada). Há uns tempos, têm sido complicados os dias de sol, mas existem, às vezes momentos apenas e muito pequeninos mas acontecem, e já esses dão-me uma alegria maior, tão maior. E eis que os dias nublados, de tempestade se acomodaram na minha vida, e eu não sei limpar o céu. Hoje está nubelado, nubelado, e só me apetece que chova para atenuar toda a pressão destas nuvens cinzentas, nuvens que apareceram inesperadamente depois de uma noite de sol, uma grande noite de sol. E é neste ponto em que estamos.
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