Nunca falei aqui (directamente) sobre uma relação que tinha, que nutri durante dois anos, com altos e baixos como em tudo. Amei este rapaz durante muito tempo, quase todo este periodo em que estivemos juntos. Eu era a "bogó" ele o gordinho (que não é). Fomos felizes juntos, vivemos parte da nossa adolescencia juntos, contámos segredos, e a verdade foi sempre primordial. Vivemos muitas aventuras, loucuras, medos e crises próprias da idade. E há um momento na nossa vida (como com todas as pessoas) em que percebemos e admitimos, e sei que esta coragem e ousadia é também filha dos 19 anos, que o sentimento se foi perdendo, que a saturação e chatice se sobrepõem ao carinho, diversão e sentimento existente. Nós como humanos que somos evitamos, tentamos dar a volta, mas já "não havia volta a dar", e chegou o momento em que finalmente ambos aceitamos a sequência lógica da vida. Terminamos a relação saudável que tinhamos. Como amigos e apaixonados que somos (pela vida) abraçamo-nos e desejamos o melhor um ao outro.
Hoje ele veio contar-me que tem outra pessoa, uma outra namorada, que conheceu à uma semana, e sem dor lhe dei os meus conselhos. É com certeza uma pessoa muito importante para mim, e desejo do fundo do coração muitas coisas boas na vida dele.
Nas entrelinhas, que tudo dizem e nada escondem, acidentalmente estou apaixonada, por um dos seus melhores amigos (acho que vou falar muito dele por aqui). Ele sabe-o e tem o mesmo desejo (sem dor também) por mim.
Eu sou diferente. A pessoa em questão também o é. É muito parecida comigo e encara a vida do mesmo modo que eu, nós vamos aproveitando, vamos saboreando cada dia de sol, de carinho, de cúmplicidade e amizade. Eu tenho calma, muita muita calma, como ele. Como diz o João Pedro Pais, que tanto gostamos, "A vida talvez sejam só três dias / Eu quero andar sempre devagar / Até a ti chegar".

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