A minha vida está (quase) toda bem encaminhada. O objectivo final do Chota foi cumprido. Todos os fins-de-semana são gratificantes com os beijinhos, os olhares, às vezes os abraços, as perguntas, piadas e brincadeiras de todos os meus meninos a quem dou catequese. Tornei-me militante da juventude de um partido. Escrevo uma crónica e faço uma entrevista todos os meses para o jornal dessa mesma juventude, é o primeiro sítio (espero) para onde escrevo, fiquei histérica quando entreguei a minha primeira crónica! E propuseram-me vir a escrever para um jornal local, para onde só iram escrever jornalistas a sério. Foram-me dados indícios da vontade de me tornar na deputada que representa a juventude em assembleia de freguesia (e todas estas informações são confidenciais, chiuuuu). Estou a realizar-me a nível pessoal e a dar os primeiros passos a nível profissional. Estou a sentir-me capaz. Capaz de tudo, tudo juro. Capaz de daqui a um ano estar enfiada em minha casa, na minha primeira casa, em Coimbra, uma outra cidade, com outros vizinhos, amigos, conhecidos, cafés, hospitais, lojas, carros, ambientes, paisagens, a estudar porque no dia a seguir tenho uma frequência de introdução ao jornalismo. E só tenho tempo de ir beber um chocolate quente ali ao café da esquina e voltar para marrar para ser uma óptima aluna e futuramente uma óptima jornalista. Capaz de ir evoluindo na politica e contribuir ainda que modestamente para "ser a diferença que quero ver no mundo". Capaz de passar o testemunho da minha fé para alguém. Capaz de ser alguém! Alguém acima de tudo com valores e princípios inabaláveis.

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